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30 de set. de 2013

O mal de Montano



Não sei como as pessoas vivem tranquilamente depois de um livro do Vila-Matas. Não sei se as pessoas são capazes de viver tranquilamente depois de um livro do Vila-Matas.

"Talvez a literatura seja isto: inventar outra vida que bem poderia ser a nossa, inventar um duplo."

O mal de Montano é narrado com por um um pai que sofre o mal de Montano e se diz preocupado com o filho, um escritor também acometido pela doença da literatura. O livro parece dar continuidade às reflexões feitas pelo autor em Bartleby e Companhia, porque nele Vila-Matas se refere novamente aos escritores que, mesmo doentes de literatura, desistiram do ofício de escrever.
Como os outros livros do autor, O mal de Montano é um labirinto repleto de referências literárias. Encontrei nele muitos dos meus autores favoritos e alguns daqueles que escreveram livros que estão na minha crescente lista de desejos; apesar da inquietude provocada pelos temas abordados, me senti confortável porque, durante a leitura, estava entre velhos conhecidos. Há também menções a alguns dos livros que amo, como O Castelo, do Kafka, e A Montanha Mágica, do Thomas Mann, que me deixaram desejosa de releituras a partir do olhar proposto pelo autor catalão.

'"Escrever", diz Lobo Antunes, "é como se drogar, começa-se por puro prazer, e acaba organizando-se a vida como os drogados, em torno do vício."'

Terminei a leitura com a sensação de que a literatura é esperança e causa perdida, e de que há muito a ser dito e escrito através de fórmulas que podem ou não se esgotar. A literatura é um mistério, um mergulho muitas vezes doloroso no incerto, mas é também uma grande fazedora de ironias. A história contada em O mal de Montano é a história dos doentes de literatura, uma história um pouco assustadora que pode libertar; sobretudo aqueles que, como eu, convivem com "O mal".


O mal de Montano - Enrique Vila-Matas - 328 páginas - Cosac Naify

27 de set. de 2013

Há alguns minutos, estava deitado de costas, com as pernas para cima, como se pretendessem golpear o teto, os olhos fechados, o rosto cheio de lágrimas. Foi surpreendente, porém mesmo chorando e nessa patética ou ridícula postura confirmei uma vez mais qual é o grande segredo de tudo: sentir-se o centro do mundo. É exatamente isso o que fazem todos os indivíduos.

Enrique Vila-Matas, em O mal de Montano

26 de set. de 2013

o talento de montano (...) e sua necessidade, até muito recentemente, de conviver com o perigo, foram sempre tão grandes quanto sua fragilidade repentina de ânimo, o que explica ter se convertido em ágrafo trágico, ao final da arriscada aposta de escrever sobre os autores que param de escrever.

Enrique Vila-Matas, em O mal de Montano

26 de nov. de 2012

Atualização da Biblioteca: Vermelho Amargo



"Um dia eu soube que o arco-íris é filho da admiração."



Gosto de pensar que sou escolhida por determinados livros ou autores que desconheço, por isso evito ler, ver ou ouvir resenhas de livros que me pareçam interessantes. Pelo mesmo motivo, costumo rejeitar indicações de leitura vindas de pessoas próximas ou distantes.
Quem me sugeriu a leitura de Vermelho Amargo foi a Tati (dona do No país das entrelinhas), que tem bom gosto literário, é sensível e escreve muitíssimo bem. Ela disse que a escrita do Bartolomeu lembrava o que escrevo e que, ao ler o livro, lembrou de mim. Decidi ouvir as vozes da gratidão, em vez de me submeter às falsas certezas da arrogância, e fiz uma ótima escolha.
Vermelho Amargo me colocou em contato com uma melancolia a que me dou direito, que muitas vezes é considerada quase um crime entre o povo e os autores de um Brasil alegre e solar com o qual não me identifico.
Não sei se a Tati sabe que faz muitos anos que perdi a minha mãe (creio que não sabia), mas, no livro, o autor discorre sobre a ausência da mãe morta ainda na sua infância e sobre como essa ausência reverbera nos acontecimentos, reações e sentimentos, durante o passar dos anos e da vida que nos parece sempre longa demais.
Me apaixonei não só pela edição maravilhosa do pequeno livro de capa dura, que tem o corte e a impressão em vermelho, ou pela prosa poética deslumbrante tecida por Bartolomeu Campos de Queirós. Me apaixonei pelo livro como por um espelho, porque me vi em cada uma das palavras e sensações. Me vi nas sentenças inevitáveis provocadas pela mais dolorosa das ausências. Encontrei nas palavras do autor a delicadeza, as possibilidades do belo diante da lucidez assombrosa, no cumprimento de um destino sempre rude.
Em Vermelho Amargo pude perceber que a cortante e dolorosa sensação de abandono não precisa, necessariamente, ser fruto da minha amada solidão, mas pode advir do excesso de amor; porque o amor transborda e sufoca aquele que ama quando a mãe já não existe para recebê-lo incondicionalmente. Mesmo que para toda a família a vida transcorra com naturalidade, há aqueles em quem a ausência - que o passar do tempo não ameniza e torna cada vez mais profunda - jamais deixará de doer.
Li boa parte do livro aos soluços, imersa em lágrimas. Ainda assim, secretamente satisfeita e imensamente feliz. A partir de um gesto de afeto, vivi mais uma oportunidade de me reencontrar.

Vermelho Amargo - Bartolomeu Campos de Queirós - 75 páginas - Cosac Naify

20 de out. de 2012

Biblioteca: Górki (auto-biografia com hífen)

Antes de começar a ler Infância, que é o primeiro volume da auto-biografia, li um pouco -muito pouco - sobre as controvérsias acerca do posicionamento político de Górki, sobre suas relações com Stálin e com o stalinismo. Mesmo depois de iniciar a leitura, não aprofundei meus conhecimentos históricos para além dos ótimos prefécios e posfácios escritos por Rubens Figueiredo e Boris Schnaiderman, responsáveis também pela tradução da auto-biografia - Boris Schnaiderman traduziu Ganhando meu pão e Rubens Figueiredo os outros dois livros.
Fui ao encontro de Górki em busca de literatura e encontrei literatura das melhores, deslumbrante, daquela que os russos sabem fazer.
Li um livro por mês, em maio, junho e julho passados. Temo ler ininterruptamente muitos tomos do mesmo autor e, sem me dar conta, permanecer imersa em seu universo, presa - como se depois dele eu pudesse estranhar a ponto de repelir todos os outros escritores. Entre um livro e outro, preciso de passeios por outras letras e paisagens escritas, por outros lugares de mim.
A relação que Górki parece ter estabelecido com as mulheres é notável, mesmo para quem - por viver em outro planeta? - não é sensível ao feminismo. No primeiro livro ele se mostra muito ligado à mãe e, posteriormente, à avó, por quem cultivou uma admiração quase devota. Na ausência das mulheres da família, e com o avançar da idade, surgiram o encantamento pela beleza feminina e também as manifestações de indignação com acontecimentos e palavras que denegriam as mulheres. Em algumas passagens dos livros, Górki agiu como protetor daquelas que, como ele, eram(?) vistas como seres inferiores.
Os livros da auto-biografia de Górki parecem sempre úmidos e nublados. Foi na obscuridade bem descrita, com temperaturas e cores que provocam sensações físicas quando saltam aos olhos, que Górki relatou os dias difíceis - que foram quase todos - que viveu.
Guardei com apreço a descrição dos episódios de amor pelo conhecimento e pelos livros, as passagens em que o autor relembrou as breves, mas valiosas, amizades, e também o modo como o autor/narrador se relacionou com as perdas e intempéries, que não foram poucas ou pequenas. Fiquei admirada ao perceber que, mesmo sujeitado a episódios de brutal violência e agressividade, manifestadas desde o seio familiar e reproduzidas também nas relações sociais, o autor tenha mantido aceso o encantamento pela beleza - que nem sempre, ou quase nunca, está relacionada à felicidade ou às alegrias - que tenha se dedicado a buscar e a produzir o belo.
Os três volumes da autobiografia de Górki relatam histórias de superação. Não da superação clichezenta, do "feliz para sempre" ou do herói, mas da superação de quem se transforma e reexiste a partir do presente e do possível, sem grandes pretensões sobre-humanas.
Infância, Ganhando meu pão e Minhas universidades são, também, livros sobre a força e a beleza de buscar-se em um mundo que parece distante e perdido. São livros de sobreviver.

Infância - Maksim Górki - 312 páginas - Cosac Naify
Ganhando meu pão - Máksim Górki - 456 páginas - Cosac Naify
Minhas universidades - Maksim Górki - 280 páginas - Cosac Naify

29 de abr. de 2012

Biblioteca: livros e histórias

Dublinesca

Além de contar a estória de um homem em conflito com as próprias escolhas e de suas relações com a família que parece não compreendê-lo, com os amigos escritores, com o mercado editorial e com os livros, Dublinesca é, como o título insinua, um breve passeio por Dublin, por autores que lá viveram e por livros ambientados na cidade.
Embora Ulysses, de James Joyce - que ainda não li - seja a referência mais mencionada em Dublinesca - a estória do livro tem profunda relação com o 16 de junho joyceano -, o livro é, para mim, aquele que me levou a Beckett, a quem, não sei por que, oferecia resistência, e que, depois de Dublinesca me conquistou para sempre através do maravilhoso Primeiro Amor.
Passei muito tempo questionando a menção a Vila-Matas como um autor que escreve para escritores e talvez só agora tenha compreendido o real sentido do título atribuído ao autor. Não me senti mais ou menos escritora enquanto lia os livros que Vila-Matas escreveu mas, depois deles, foi impossível conter o desejo de conhecer os autores que ele menciona.
Vila-Matas não escreve para colecionadores de livros, escreve para os leitores. Escreve para que os livros dos bons autores vivam mais.

Dublinesca; Enrique Vila-Matas - 320 páginas - Cosac Naify



A Casa, a escuridão

Encontrei A Casa, a Escuridão em um sebo. Quando me ofereceu o livro, que finalmente "constava no sistema", a livreira disse que o exemplar havia sido assinado pelo autor. Essa informação soou como a descoberta de um tesouro no qual eu só acreditaria quando estivesse ao alcance dos meus olhos.
Ao abrir o livro, me deparei não com uma assinatura, mas com uma dedicatória do José Luís Peixoto a uma artista portuguesa bastante conhecida e reconhecida, que provavelmente foi professora do autor na universidade. Não sei que caminhos trouxeram o livro até mim, mas, embora tenha pago por ele, recebi como um presente.
A história da chegada do livro às minhas mãos está relacionada com os temas que o autor aborda nos poemas de A Casa, a Escuridão. José Luís Peixoto escreve sobre, e com, afeto. São poemas sobre inquietudes, família, amores de toda a sorte e aflições. A Casa, a Escuridão é feito de poesias com sabor e corpo, de poemas que, mais que convidar à contemplação, evocam gestos.
Gosto do modo como os poemas me tocaram, de ter me sentido lida através deles. Em muitas páginas senti o beijo da poesia, que José Luís Peixoto propõe, em um dos poemas mais saborosos, porque é quase físico, na quarta capa: "pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre/ o papel. devagar, muito devagar. vamos beijar-nos."

A casa, a Escuridão; José Luís Peixoto - 77 páginas - Temas e Debates



Luto e Melancolia

Nutro profundo desprezo pela atual glamurização e banalização das patologias psicológicas/psiquiátricas, mas, porque sou humana e porque trabalho com e para outros seres humanos, me interesso por elas. Por isso, e também porque o único prêmio que Freud recebeu em vida foi graças ao seu desempenho como escritor, e não como criador da psicanálise, decidi que a belíssima e recém-lançada edição de Luto e Melancolia seria um bom modo de conhecê-lo além das breves citações em artigos dispersos.
O texto introdutório e o posfácio foram ótimos auxiliares para a compreensão do texto do Freud - que, apesar de dar título ao livro, ocupa poucas páginas -, bastante acessível para leigos ou quase.
Diz-se que esta é a melhor tradução de Luto e Melancolia, porque foi vertida a partir do alemão, e não do inglês, como as anteriores. Não posso contestar a informação ou criticar a tradução, mas penso que talvez tenha sido desnecessário mencionar supostos equívocos cometidos em traduções anteriores no livro que é também uma homenagem a Marilene Carone, a "tradutora de Freud" - que foi companheira do "tradutor de Kafka" - que faleceu antes de traduzir, como tencionava, a obra completa de Freud.
Além de fonte de inspiração, de conhecimento e de auto-conhecimento, Luto e Melancolia tornou-se o primeiro encontro de um longo romance, a certeza de que Freud é possível para mim.

Luto e Melancolia; Sigmund Freud - 144 páginas - Cosac Naify



Uma criatura dócil

Não sei se pelo número de páginas do livro ou pela raiva que senti de mais um anti-herói (com acento, porque é meu) do Dostoiévski, lembrei muito de "Noites Brancas", do mesmo autor, durante a leitura de Uma criatura dócil, obra que, em uma edição caprichada, vem acompanhada por ilustrações do Lasar Segall.
Me atraio por estórias que acontecem também nas entrelinhas, além das obviedades. Uma criatura dócil é feito, sobretudo, de silêncios, de ausências a serem preenchidas pelo leitor - que dará ao livro a profundidade e a extensão que a própria experiência permitirem. Por isso, embora não tenha sido o meu caso, porque já li outros livros do Dostoiévski, penso que Uma criatura dócil pode ser um ótimo modo de conhecer e gostar do autor que é ótima companhia - e, também por isso, eterno.

Uma criatura dócil; F. M. Dostoiévski - 96 páginas - Cosac Naify



Livro

É difícil hesitar em trazer para a casa um livro do José Luís Peixoto mas, com Livro, apesar da capa belíssima, que remete a azulejos portugueses nos quais ocultam-se letras e sinais, isso aconteceu.
Durante a pré-venda, em lugares nos quais eu procurava, muito se dizia sobre Livro ser um livro que abordava a emigração portuguesa. O fundo histórico me remetia imediatamente a qualquer obra do Saramago, mas fazia destoar da idéia (com acento) que faço de um romance do meu não menos amado José Luís Peixoto.
Preferi o empirismo ao pré-conceito e não me arrependi.
Livro, de fato, conta a história de emigrantes, mas é um livro sobre o tempo, como escreveu José Castello no belo texto da orelha do livro, e também, talvez principalmente, um livro sobre o amor. E é mesmo um livro diferente dos demais escritos por José Luís Peixoto, mas tão bom quanto qualquer um deles.
A primeira parte do livro soa estranha para o leitor que julga estar acostumado com a escrita do José Luís Peixoto, mas ela se justifica posteriormente. Experimentei essa mesma sensação de transformação a partir da justificativa posterior recentemente, enquanto lia O Som e a Fúria, do Faulkner.
Se no começo do livro, apesar de confusa por pensar que José Luís não estava ali, me encantei com as personagens e situações, com as passagens fantásticas e poéticas que permeavam os acontecimentos, nas páginas finais não era capaz de nada além de, a cada linha, pensar em quão genial é o autor que, exercendo seu amor ao ofício, reiventou-se a de maneira brilhante através das palavras, alimentando "a ânsia insaciável e inúmera de ser sempre o mesmo e outro", como escreveu Pessoa, outro gênio português.

Livro; José Luís Peixoto - 288 páginas - Companhia das Letras



Meu filho, meu besouro

Meu filho, meu besouro foi um dos primeiros exemplares da ainda germinante biblioteca da vovó Clélia que, aos 81, apaixonou-se por livros infantis - ou tornou-se um ótimo pretexto para que eu possa ter mais deles em nossa casa.
É um livro de poesias para crianças, que soam como estórias divertidas daquelas que minha mãe e meus avós contavam. A intimidade do Cadão Volpato, que dedica o livro aos filhos, que o inspiraram, com a linguagem e o universo infantis é percebida a cada linha e também nas ilustrações que, ao contrário do que pode esperar-se, não são coloridas.
Meu filho, meu besouro é um livro para as crianças de hoje, para as crianças que, em nós ou no nosso entorno, queremos - ou deveríamos - alcançar.

Meu filho, meu besouro; Cadão Volpato - 40 páginas - Cosac Naify

23 de abr. de 2012

Dia Mundial do Livro: Cosac Naify e amor

Tenho uma relação de amor e amor com os livros desde que, aos três anos (gosto de enfatizar a idade, para reafirmar o orgulho do papai), aprendi a ler. Sou apaixonada por palavras faladas, cantadas, ditas aos berros, sussuradas, digitadas e postas na tela ou barulhentamente vertidas por lindas e antigas máquinas de escrever. Gosto de gramática, me deixo encantar por imagens poéticas e reverencio parágrafos bem escritos.
Sou também uma leitora taurina. Gosto de edições tratadas com cuidado, de livros bonitos e de traduções bem feitas. Gosto de prefácios e posfácios tão bem escritos quanto o texto do autor principal. Gosto de capas duras e de bons projetos gráficos. Gosto do cheiro dos livros novos tanto quanto gosto do aroma de raridade dos livros pelos quais sou encontrada nos sebos. Gosto de grifar meus livros, de olhar para as minhas estantes como partes da minha história, de ter nos meus livros uma extensão de mim.
Embora goste muito das edições da Cia. das Letras, que publica grande parte dos meus autores favoritos, confesso que, entre as editoras brasileiras, minha favorita é a Cosac Naify.
A Cosac, além de publicar belíssimos livros de Arte - até de Dança, tão raros no Brasil - que sempre me foram muito úteis, faz com que eu me sinta uma leitora respeitada porque executa uma seleção impecável dos autores que publica e porque trata os livros - e as pessoas - com a gentileza que merecem.
Tenho comprado muitos livros nas promoções da loja virtual da Cosac Naify. Em uma dessas compras, um livro que custa R$35, pelo qual paguei R$17, veio com um pingo de cola no meio de uma das páginas. Era um livro de poemas e a cola fez com que algumas palavras se perdessem.
Liguei para a editora e um rapaz gentilíssimo solicitou que eu enviasse um e-mail para que meus dados fossem localizados, mas, mesmo antes de saber a que livro me referia ou quanto tinha custado, disse que enviaria um novo exemplar e que o carteiro viria à minha casa para coletar o livro danificado. Rápido e sem problemas, má vontade ou maiores questionamentos, assim aconteceu. O modo como fui tratada reforçou a ótima imagem da editora e engrandeceu minha admiração por ela.
Hoje, Dia Mundial do Livro, a loja virtual da Cosac Naify disponibiliza 300 títulos pela metade do preço. Já escrevi - aqui, no Skoob e nos outros blogs - sobre muitos dos livros que estão em promoção.
Aproveitem por vocês e por mim, que já excedi a cota mensal.



Esta postagem não foi paga. Comprei todos livros da Cosac Naify para os quais declarei amor e os (muitos) amores cosacnaifyanos que virão nas próximas postagens. Recentemente tive uma declaração de amor rejeitada por um concurso de resenhas realizado pelo site da editora mas, como amor verdadeiro é também incondicional, continuo amando-os mesmo assim.