28 de ago de 2013

quero e sei que devo, mas não posso. em respeito às ordens do corpo, multiplico nãos quando preciso dizer sim. tenho órgãos e ossos que, me pertencendo, me anulam enquanto dividida entre desejo e possibilidade. tenho estado impossível. se fosse fiel aos sinais do universo, estaria lá. ou teria estado tanto lá a ponto de ter me perdido. ou perdido a minha graça. ou de ter sido descoberta uma farsa, daquelas que decepcionam ao milésimo olhar, na primeira palavra dita durante os três primeiros segundos do quarto mês.